
O “Forte de Nossa Senhora da Luz de Cascais”, também referido como “Forte da Luz” e “Fortaleza de Nossa Senhora da Luz”, localiza-se na freguesia de União das Freguesias de Cascais e Estoril, concelho de Cascais, distrito de Lisboa, em Portugal.
Encontra-se inscrito no conjunto da Cidadela de Cascais.
O Forte de Nossa Senhora da Luz
Apesar de obras mais antigas sobre a história da vila e do concelho de Cascais apontarem o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521) como marco cronológico para o início da construção do Forte de Nossa Senhora da Luz, possivelmente devido ao registo feito nesse sentido pelo então pároco de Cascais, padre Marçal da Silveira, nas “Memórias Paroquiais” (1758), as obras terão decorrido em período posterior, como aliás o atestam os trabalhos arqueológicos que ali se desenvolveram entre 1987 e 2005, coordenados pela historiadora Margarida Magalhães Ramalho. Efetivamente, apenas no século XVI é que se começaram a utilizar as novas técnicas construtivas visíveis no forte: traçado abaluartado da escola italiana.
Em 1589, no contexto da Dinastia Filipina (1580-1640), Filipe II de Espanha (1556-1598) ordenou edificar uma nova fortificação para reforçar a baía de Cascais, constantemente ameaçada pela armada inglesa. O desenho da planta foi entregue ao engenheiro militar Giovan Giacomo Paleari Fratino (apelidado de “El Fratín” ou “capitán Fratín”), que projetou uma fortificação abaluartada de planta triangular, um traçado pouco comum na arquitetura militar portuguesa.
O conjunto da “Cidadela de Cascais, incluindo a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz e a Torre Fortificada de Cascais” e toda a parte fortificada que está compreendida entre a ponta do Salmodo e o Clube Naval de Cascais, encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 129/77, publicado no Diário da República, I Série, n.º 226, de 29 de setembro. Encontra-se incluído ainda na Área Protegida de Sintra – Cascais.
No ano de 2011 formulou-se proposta de fixação de Zona Especial de Proteção Conjunta da Casa de Santa Maria, Palácio dos Condes de Castro Guimarães, do Forte de Santa Marta, da Cidadela de Cascais e respectivos imóveis e o Marégrafo (24 de maio), tendo sido exarado Parecer pela Comissão Nacional de Cultura a propor que fossem fixadas Zonas Especiais de Proteção para cada um dos imóveis (10 de outubro). Finalmente, em 2013, o projeto de decisão de fixação da Zona Especial de Proteção conjunta da Cidadela de Cascais, da Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, do Marégrafo de Cascais, do Palácio do Conde de Castro Guimarães, da Casa de Santa Maria, do Jardim da Casa de Santa Maria e do Forte de Santa Marta, veio a público pelo Anúncio n.º 340/2013, publicado no Diário da República, II Série, n.º 211, de 31 de outubro.
Características
Exemplar de arquitetura militar, urbana, renascentista e maneirista, o corpo principal do forte integra a primitiva torre quatrocentista, alicerçada na rocha. Abaluartada em finais do século XVI, a torre sofreu transformações, adossada por um outro corpo, mais baixo, de planta retangular, sendo todo o conjunto envolvido por muralhas.
O conjunto foi profundamente intervencionado no decorrer da Dinastia Filipina, adquirindo planta triangular - uma planimetria pouco usual, que só encontra paralelo no Forte de Santa Catarina da Figueira da Foz, que lhe é coevo. Isso deve-se certamente ao fato de ter que se aproveitar a estrutura, já existente, da torre quatrocentista.
O forte apresenta um pátio interior que permite a comunicação entre os três baluartes e de onde partem as escadas de acesso, tanto à torre joanina, como à bateria alta, casernas e cisterna.
Posteriormente, sob o reinado de D. João IV, foi edificado todo o recinto amuralhado exterior.
Encontra-se inscrito no conjunto da Cidadela de Cascais.
O Forte de Nossa Senhora da Luz
Apesar de obras mais antigas sobre a história da vila e do concelho de Cascais apontarem o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521) como marco cronológico para o início da construção do Forte de Nossa Senhora da Luz, possivelmente devido ao registo feito nesse sentido pelo então pároco de Cascais, padre Marçal da Silveira, nas “Memórias Paroquiais” (1758), as obras terão decorrido em período posterior, como aliás o atestam os trabalhos arqueológicos que ali se desenvolveram entre 1987 e 2005, coordenados pela historiadora Margarida Magalhães Ramalho. Efetivamente, apenas no século XVI é que se começaram a utilizar as novas técnicas construtivas visíveis no forte: traçado abaluartado da escola italiana.
Em 1589, no contexto da Dinastia Filipina (1580-1640), Filipe II de Espanha (1556-1598) ordenou edificar uma nova fortificação para reforçar a baía de Cascais, constantemente ameaçada pela armada inglesa. O desenho da planta foi entregue ao engenheiro militar Giovan Giacomo Paleari Fratino (apelidado de “El Fratín” ou “capitán Fratín”), que projetou uma fortificação abaluartada de planta triangular, um traçado pouco comum na arquitetura militar portuguesa.
O conjunto da “Cidadela de Cascais, incluindo a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz e a Torre Fortificada de Cascais” e toda a parte fortificada que está compreendida entre a ponta do Salmodo e o Clube Naval de Cascais, encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 129/77, publicado no Diário da República, I Série, n.º 226, de 29 de setembro. Encontra-se incluído ainda na Área Protegida de Sintra – Cascais.
No ano de 2011 formulou-se proposta de fixação de Zona Especial de Proteção Conjunta da Casa de Santa Maria, Palácio dos Condes de Castro Guimarães, do Forte de Santa Marta, da Cidadela de Cascais e respectivos imóveis e o Marégrafo (24 de maio), tendo sido exarado Parecer pela Comissão Nacional de Cultura a propor que fossem fixadas Zonas Especiais de Proteção para cada um dos imóveis (10 de outubro). Finalmente, em 2013, o projeto de decisão de fixação da Zona Especial de Proteção conjunta da Cidadela de Cascais, da Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, do Marégrafo de Cascais, do Palácio do Conde de Castro Guimarães, da Casa de Santa Maria, do Jardim da Casa de Santa Maria e do Forte de Santa Marta, veio a público pelo Anúncio n.º 340/2013, publicado no Diário da República, II Série, n.º 211, de 31 de outubro.
Características
Exemplar de arquitetura militar, urbana, renascentista e maneirista, o corpo principal do forte integra a primitiva torre quatrocentista, alicerçada na rocha. Abaluartada em finais do século XVI, a torre sofreu transformações, adossada por um outro corpo, mais baixo, de planta retangular, sendo todo o conjunto envolvido por muralhas.
O conjunto foi profundamente intervencionado no decorrer da Dinastia Filipina, adquirindo planta triangular - uma planimetria pouco usual, que só encontra paralelo no Forte de Santa Catarina da Figueira da Foz, que lhe é coevo. Isso deve-se certamente ao fato de ter que se aproveitar a estrutura, já existente, da torre quatrocentista.
O forte apresenta um pátio interior que permite a comunicação entre os três baluartes e de onde partem as escadas de acesso, tanto à torre joanina, como à bateria alta, casernas e cisterna.
Posteriormente, sob o reinado de D. João IV, foi edificado todo o recinto amuralhado exterior.



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